Gosto de te sentir louco De te deixar insano de desejo. Gosto! Gostava de te deixar alucinado Com meus lábios em teu corpo Numa dança sensual e erótica. Gostava… Gostava de mordiscar tua pele Sentir o seu odor… degustar o seu sabor. Gostava… Gostava de ouvir teus sussurros Da música dos teus gemidos Em meus ouvidos. Gostava… Gostava do teu toque suave e atrevido Em meu corpo ardente. Gostava… Gostava de sentir tuas mãos e lábios Percorrendo em doces carícias minhas costas. Gostava… Gosto de te sentir fervente. Incandescente… Gosto!
Vem morrer vivendo nos meus braços Preenche com meu colo teus espaços Do avesso do meu não, faz o teu sim Vem poetar de amor dentro de mim Grita o aroma rubro do desejo em flor Perde teu gosto fulvo desta pele em cor Pensa nas sombras de gemidos vãos E faz de meus lábios tuas mãos Sente meu toque no teu toque exangue Vive meu gozo em teu próprio sangue Dá-me teu beijo para que eu afague Dá-me teus olhos para que eu me afogue Teu pensamento onde minh'alma cabe E que meu corpo no teu corpo acabe
Uma boa música e uma leitura agradável. O livro retratava um encontro com o Criador. No entanto, não conseguia concentrar-se. A todo o momento perdia-se em pensamentos eróticos. Tentava em vão afugentá-los, pois sentia que estava cometendo uma heresia. Achava um disparate ler um livro sobre religião e ao mesmo tempo inebriar-se com tais pensamentos. Porém, o convite era tentador. Fechou tal livro e desceu um pouco até o saguão do hotel para ver se pensamentos inevitáveis abstraíam-se.
Conhecera-o na sala da internet do hotel onde se hospedara. Estiveram lado a lado conversando. Ele, um jovem sonhador, estava ali hospedado com o intuito de fazer um curso de aperfeiçoamento na sua área de profissão. Não tinha aparentemente um porte atlético, mas percebia-se avantajado sob aquele franzino corpo. Conversaram até o momento em que esgotara o tempo apropriado para os hóspedes usarem o computador. Encaminharam-se para seus aposentos. Entreolharam-se quando perceberam que seus quartos se posicionavam um ao lado do outro. Fora surpreendida com a sugestão dele para juntos saborearem um bom vinho em seu apartamento. Respondera-lhe que pensaria na possibilidade. Despediram-se com um carinhoso beijo na face.
Adentrou para seu quarto. Olhou-se no espelho e ao som daquela música que deixara tocando quando saiu começou a despir-se lentamente. Tinha os seios bonitos, embora fossem pequenos. Não tinham estrias, continuavam rijos e os bicos eram rosados como os de uma adolescente. Orgulhava-se deles, porque acabara de completar 40 anos e ainda assim sentia-se desejada. Ao banhar-se, enquanto a água morna escorria pelo seu corpo e a música ao fundo tocando, lembrava daquele homem que lhe despertara os desejos adormecidos. Enxugou-se vagarosamente... Espalhou delicadamente o creme pelo corpo e a cada movimento, visualizava a sua imagem. Estava tentada em aceitar a proposta. Sempre tivera uma fantasia: fazer amor com um homem mais jovem e de forma bem inusitada. Estava sozinha naquele quarto de hotel. Ninguém jamais saberia de sua louca aventura. Vestiu o sobretudo preto. Por baixo, nenhuma peça íntima. Colocou um colorido cachecol no pescoço. Penteou os cabelos molhados e passou um batom rosa claro nos lábios, achava que esta cor realçava seu claro tom de pele. Certificou-se de que estava bem depilada e encheu-se de coragem. Entretanto, balançou a cabeça em tom de reprovação a si mesma e deitou-se vestida em sua cama. Abriu novamente o livro que estava em sua cabeceira e retomou a leitura. Insistente, os pensamentos teimavam em atormentá-la. Sentia a proximidade dele no quarto ao lado. Somente uma única parede os separava. Os passos lentos, o barulho do chuveiro, a rolha sendo retirada da garrafa dando a impressão que fazia propositadamente. Parecia estar ele percebendo seu dilema. Talvez ela jamais tivesse outra chance de concretizar sua fantasia erótica. Novamente voltava os olhos para o livro, mas não conseguia ler. Imaginava-se batendo levemente a sua porta, apenas com um toque, como se existisse um código pré-estabelecido. De repente, estava ela diante daquele jovem completamente nu, com o sexo enrijecido, pronto para fazer amor. Abraçaram-se carinhosamente. Beijaram-se voluptuosamente. Acariciaram-se sofregamente num desejo crescente. O fato de estar sem calcinha debaixo do sobretudo o excitava ainda mais. Sorriu percebendo o efeito que sua fantasia produziu. Sentiu um líquido quente e viscoso escorrer pelas suas coxas. Fechou o livro e...
O que faço com as sensações afetivas Com a carne trêmula de tesão A boca sedenta de beijos As mãos nervosamente querendo acarinhar A vagina em contrações Molhando minhas coxas Masturbar-me neste momento me irrita Ouvir música mais me excita Receber uma "cantada" me enoja Perceber um olhar interessado Causa-me desconforto E tudo lateja desejo Meu corpo é só vontade Assisto um filme romântico E o beijo do casal apaixonado Me faz labareda Quero penetração Quero meus seios sugados Quero línguas a misturar saliva e sucos Quero lamber cada pedaço do corpo másculo Quero chupar e me oferecer Nada me acalma ou satisfaz Cada momento distante me traz lembranças E quero mais É um querer específico De reviver a loucura do tesão vivido Do carinho manso Dos gritos de súplica e prazer Das horas ininterruptas de alucinação Onde tudo é permitido Nada limita Tudo acontece sem prévia autorização Numa sucessão incandescente de gestos Ritos Novidades Velhas posições Novos sabores Não há imaginação Nem masturbação Nem transa Que me acalme Quero apenas e decididamente Outras horas vadias com jeitos Cheiros Sons inusitados Gozos jamais sonhados Meu tesão tem nome Minha paixão tem dono Você é meu desejo E me sinto enredada Como se uma rede estivesse ao meu redor Um tubo de filamentos eróticos Ligando-me a você E me alimentando Enlouqueço tentando esquecer Sou vazio se não lembrar você Meu desejo Meu desejo Meu desejo Você Você Você O toque do telefone Sua voz a dizer meu nome Voltei a viver!
Lambuzada em doce Melada em chuva de espera Adoçada por seus beijos Saboreio as guloseimas do amor. As trufas que trazes O chantily que me besunta A saliva sua em meu corpo Degusto guloseimas de amor. Fantasias de desejo Descobertas de caminhos Surpresas em cada toque Somos guloseimas de amor. Sei hoje o gosto de seu beijo Me é familiar o sabor de seu suor Como lentamente cada pedacinho de você Mergulho em guloseimas de amor. Você guloso Eu gulosa Nos engolimos com ardor Tudo, guloseimas de amor. Sou sua fêmea Você me almoça... Sou sua mulher Você me janta... Sou seu tesão Você me ceia... Sou sua vadia Você me lancha... Sou sua chuva Você me bebe... Sou sua... guloseima de amor. Vem cá meu homem Vem cá meu dono Vem cá meu vício Vem cá meu doce Vem cá meu puto Sou sua fome E sinto fome Banhados em sucos Façamos juntos Uma receita Da mais perfeita Guloseima de amor...