Beijaste-me lentamente, instigando os meus desejos, nos teus toques, no teu cheiro, o carinho e a sedução... Das tuas doces palavras, o mel em tua saliva Nos delírios de prazer, teus olhos me penetraram Despiste a minha'alma, já não tenho mais controle, em tua língua, o meu libido degusta-me ou devoro-te!
De cerejas enfeitada Anseio que se sumam... ...de meu corpo Degustadas lentamente... E... com um jeito de quero mais... Te encho desse fruto... Rubro e carnudo Me saciando em ti... De cerejas é teu gosto Que molhado, ...se liga ao meu Bocas molhadas de desejo Gosto de mescla carmesim Em que nos amamos, Aqui... Assim...
Gosto de te sentir louco De te deixar insano de desejo. Gosto! Gostava de te deixar alucinado Com meus lábios em teu corpo Numa dança sensual e erótica. Gostava… Gostava de mordiscar tua pele Sentir o seu odor… degustar o seu sabor. Gostava… Gostava de ouvir teus sussurros Da música dos teus gemidos Em meus ouvidos. Gostava… Gostava do teu toque suave e atrevido Em meu corpo ardente. Gostava… Gostava de sentir tuas mãos e lábios Percorrendo em doces carícias minhas costas. Gostava… Gosto de te sentir fervente. Incandescente… Gosto!
Vem morrer vivendo nos meus braços Preenche com meu colo teus espaços Do avesso do meu não, faz o teu sim Vem poetar de amor dentro de mim Grita o aroma rubro do desejo em flor Perde teu gosto fulvo desta pele em cor Pensa nas sombras de gemidos vãos E faz de meus lábios tuas mãos Sente meu toque no teu toque exangue Vive meu gozo em teu próprio sangue Dá-me teu beijo para que eu afague Dá-me teus olhos para que eu me afogue Teu pensamento onde minh'alma cabe E que meu corpo no teu corpo acabe
Uma boa música e uma leitura agradável. O livro retratava um encontro com o Criador. No entanto, não conseguia concentrar-se. A todo o momento perdia-se em pensamentos eróticos. Tentava em vão afugentá-los, pois sentia que estava cometendo uma heresia. Achava um disparate ler um livro sobre religião e ao mesmo tempo inebriar-se com tais pensamentos. Porém, o convite era tentador. Fechou tal livro e desceu um pouco até o saguão do hotel para ver se pensamentos inevitáveis abstraíam-se.
Conhecera-o na sala da internet do hotel onde se hospedara. Estiveram lado a lado conversando. Ele, um jovem sonhador, estava ali hospedado com o intuito de fazer um curso de aperfeiçoamento na sua área de profissão. Não tinha aparentemente um porte atlético, mas percebia-se avantajado sob aquele franzino corpo. Conversaram até o momento em que esgotara o tempo apropriado para os hóspedes usarem o computador. Encaminharam-se para seus aposentos. Entreolharam-se quando perceberam que seus quartos se posicionavam um ao lado do outro. Fora surpreendida com a sugestão dele para juntos saborearem um bom vinho em seu apartamento. Respondera-lhe que pensaria na possibilidade. Despediram-se com um carinhoso beijo na face.
Adentrou para seu quarto. Olhou-se no espelho e ao som daquela música que deixara tocando quando saiu começou a despir-se lentamente. Tinha os seios bonitos, embora fossem pequenos. Não tinham estrias, continuavam rijos e os bicos eram rosados como os de uma adolescente. Orgulhava-se deles, porque acabara de completar 40 anos e ainda assim sentia-se desejada. Ao banhar-se, enquanto a água morna escorria pelo seu corpo e a música ao fundo tocando, lembrava daquele homem que lhe despertara os desejos adormecidos. Enxugou-se vagarosamente... Espalhou delicadamente o creme pelo corpo e a cada movimento, visualizava a sua imagem. Estava tentada em aceitar a proposta. Sempre tivera uma fantasia: fazer amor com um homem mais jovem e de forma bem inusitada. Estava sozinha naquele quarto de hotel. Ninguém jamais saberia de sua louca aventura. Vestiu o sobretudo preto. Por baixo, nenhuma peça íntima. Colocou um colorido cachecol no pescoço. Penteou os cabelos molhados e passou um batom rosa claro nos lábios, achava que esta cor realçava seu claro tom de pele. Certificou-se de que estava bem depilada e encheu-se de coragem. Entretanto, balançou a cabeça em tom de reprovação a si mesma e deitou-se vestida em sua cama. Abriu novamente o livro que estava em sua cabeceira e retomou a leitura. Insistente, os pensamentos teimavam em atormentá-la. Sentia a proximidade dele no quarto ao lado. Somente uma única parede os separava. Os passos lentos, o barulho do chuveiro, a rolha sendo retirada da garrafa dando a impressão que fazia propositadamente. Parecia estar ele percebendo seu dilema. Talvez ela jamais tivesse outra chance de concretizar sua fantasia erótica. Novamente voltava os olhos para o livro, mas não conseguia ler. Imaginava-se batendo levemente a sua porta, apenas com um toque, como se existisse um código pré-estabelecido. De repente, estava ela diante daquele jovem completamente nu, com o sexo enrijecido, pronto para fazer amor. Abraçaram-se carinhosamente. Beijaram-se voluptuosamente. Acariciaram-se sofregamente num desejo crescente. O fato de estar sem calcinha debaixo do sobretudo o excitava ainda mais. Sorriu percebendo o efeito que sua fantasia produziu. Sentiu um líquido quente e viscoso escorrer pelas suas coxas. Fechou o livro e...