terça-feira, 21 de setembro de 2010

Te Postas - A.D.


Espera, meu Anjo!
A língua passeia
por pele e dobras.
Tão perto o perfume
que tua flor exala.
Teu cheiro embriaga,
minha razão se abala.
És a fêmea das fêmeas.
És mulher de sobra.
Te viras e deitas
teu corpo no meu
Acaricias e sugas
meu membro em riste.
Tão bom quanto tua boca,
só uma coisa existe:
Tua flor gulosa
do orgasmo no apogeu.
Por fim te acomodas
sobre meu púbis faminto.
Aponto o instrumento
que desliza suave.
Já não mais consigo
ouvir o canto da ave.
Só me sinto invadindo
delicioso labirinto.
Púbis com púbis,
os pêlos se cruzam
Teu rosto está lindo,
os olhos cerrados.
Meu corpo clama
por ser devorado.
Me "come"
e deixa que os corpos se fundam.

domingo, 8 de agosto de 2010

Sexo - Andrade Jorge


O tempo corre em ventos mornos, tépidos,
onde vozes se misturam
entrecortadas por gemidos lépidos,
gargantas sedentas, bocas descontroladas, desvairadas,
o recato esvai-se numa explosão de vontades,
a sensibilidade aflora, o corpo implora, chora,
o cheiro da pele recende, acende o reflexo,
da entrega cega, no ato do sexo,
mãos que buscam, procuram no doce toque febril,
descobrir o desejo, que cresce a cada beijo,
lascivo, criativo, imperativo,
em ardente volúpia nada sutil;
Cabelo em desalinho, respirações ofegantes,
na cama respinga o suor da irresistível sensação,
molhando os lençóis com gotículas da paixão,
emoção que flutua em delírio,
nada mais existe nesta hora,
a libido grita: AGORA! AGORA!
e vem a pura liberdade absoluta, resoluta,
na contração do prazer, de breves eternos segundos,
o corpo vibra, estremece, o íntimo aquece,
os sentidos aguçados, permeiam outros mundos,
abandonando dois corpos em pleno torpor;
O universo pára pra ver,
as estrelas que descem, cintilantes, amantes,
devassando, invadindo o escuro, a penumbra
onde olhares perdidos, vagueiam, 
ainda, acesos de amor,
corpos cansados, afogueados, ora saciados,
no desenlace desse êxtase que fascina e deslumbra;
Assim entre gemidos excitantes, sem nexo,
o côncavo deliciou o convexo, com ousadia
na frenética poesia da arte do sexo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Teu Membro - A.D.


Amo
deito
como
saboreio
gozo,
no teu corpo...
Suando
querendo
galopando,
teu corpo...
Mordendo
arranhando
beijando
abraçando
chupando,
teu corpo...
Obsceno
viril
másculo
grosso
e teso,
teu mastro...
Lambo
sugo
circulo
aperto,
teu mastro...
Jatos de sêmen
agora dele, aflora...
está satisfeito
procura meus lábios
quer provar o sabor
do leite por ele jorrado
no meu colo teu maior regalo...
Meus seios,
estão a tua disposição
lamba-os
chupe-os
deixe-os nas mãos...
Ou quer uma ”espanhola”?
meus seios,
são teus noite a fora...
sirva-se deles,
e da minha gruta
Desague teu néctar,
onde desejar...
aqui estou
para te satisfazer
o mesmo,
quero de você...
Apertando teus testículos
te estimulo a libido
deseja aqui,
essa mulher o tanto que te quer...
Continuo: assopro e lambo, teu ouvido
mordo tua nuca
e os ombros também...
entranho as unhas
nas tuas costas,
dá um gemido de dor,
mas pede: ”arranha mais, meu amor...”
Depois de gozarmos...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aperta Forte - Fátima Abreu


Aperta forte, minhas ancas...
A respiração está ofegante
o peito bate acelerado
gemidos desgovernados...
o meu seio fisga
pede para ter uma boca,
para sugá-los
você vem,
e preenche todos os meus espaços...
Não deixa dúvida alguma
que satisfaz a mim
e qualquer criatura
teu jeito de amar selvagem
me faz fêmea dominada
e você, meu macho saboroso,
me faz tremer quando chega o gozo...
Sinto as carnes tremerem...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Minha Boca, Sua Boca - Amy*


Minha Boca...
Sua Boca...
Uma Entranha...
Um Prazer.
Sua Mão na Minha Coxa
Minha Boca em Você.
Rola, Rebola, Roça.
Entra Sai e Volta.
Molhados, Suados, Melados.
Querendo mais Prazer!
De novo Roçando,
Roçando, 
Tocando.
Lambendo, 
Chupando.
Gemendo, 
Gritando
Sentindo o Prazer.
Meu Corpo...
Seu Corpo.
Melados...
Molhados...
Inertes...
Depois do Prazer!