quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Quero-Te - L.P.V.
Quero-te assim, toda linda só pra mim
Quero-te nos meus braços e num laço te prender
Quero-te despida, atrevida, olhando pra mim
Quero-te num olhar me convidando pra amar
Quero-te descontrolada, desbocada,
sem pensar no que falar
sem pensar no que falar
Quero-te delirante, provocante
e no meu corpo desfrutar
e no meu corpo desfrutar
Quero-te em cima, em baixo,
de lado, de frente e de quatro
de lado, de frente e de quatro
Quero-te bandida, me ameaçando, mandando
Quero-te puta, piranha, vadia, vagabunda,
mas só minha
mas só minha
Quero-te num estremecer,
dando o néctar do seu gozo no meu sexo
dando o néctar do seu gozo no meu sexo
Trato - L.P.V.
Faremos um trato:
Nada falaremos
só nos sentiremos
Beijarei a tua boca
e você louca
me joga na cama
como uma fera e
a minha pele arranca
E eu doido
nada digo, nem gemo...
Você por cima
se mostrando uma leonina
e eu... a tua caça sem roupa
você me morde, arranha, sufoca
nada diz...
Só me toca, meu sexo, sou seu alvo
e como loba faminta
dele se farta...
Na boca, no corpo
no seu sexo, ele estará
Então, como macho que sou
tomo o controle
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Quer Um Café? - Sim... - L.P.V.
Num flertar de olhos,
observava o seu caminhar
em direção a cozinha
e eu como hipnotizado,
acompanhei.
A água em uma caneca,
você colocava
e eu só reparava...
Pensamentos insanos,
na minha mente passava.
O leite,
foi também colocado no fogo
a ser esperado...
Você de costas,
não resisti,
e como um gato,
no rato dei o bote...
Numa loucura,
começamos na mesa
e depois partimos pra cadeira.
Boca na boca,
mãos descontroladas.
Vai e vem,
sobe e desce...
Loucura,
o tesão se misturava
como o calor da água
que o pó esperava...
E numa explosão,
o nosso leite
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Banquete - Lílian Maial
Postei-me à mesa de tua casa,
como banquete em oferenda
ao teu amor incondicional.
Deitei-me preparada
do molho dos teus temperos,
inebriando o ambiente
com os aromas de tua fome.
Dei-te a provar o antepasto de meus olhos,
onde o desejo de adentar tua boca faminta
suplanta a ansiedade
da espera do prato principal.
Servi-te o mais puro vinho de minha adega,
para deleite de teus lábios e papilas,
que poderão sorver,
gota a gota,
a tentação desse cálice bento.
Minha boca, oferecida em beijos
de requintada sopa de saliva
e frutos do mar (de amor),
entreabre-se ante a visão
da tua voracidade em degluti-la.
Meu corpo nu, prato único,
iguaria sem igual,
jaz impregnado do cheiro
dos ingredientes exclusivos
dessa mistura embriagante e secreta,
aguardando, quente e tenro,
a consumação desregrada,
sem noções de etiqueta.
Os dedos, mergulhados nos caldos e molhos,
fogem das lavandas
e são lavados diretamente na boca.
A ornamentação dos frutos maduros,
de textura suave, estimulando o paladar,
trazem lembranças de pêssegos e peras,
maçãs, ameixas, cerejas, jabuticabas,
numa salada-de-frutas carnudas do prazer.
Teu apetite animal quer desvendar os mistérios
dessa cozinha médio-oriental,
e saboreia cada elemento,
tentando adivinhar suas origens,
de olhos fechados.
Após saciar-te a volúpia,
embriagar-te com minhas beberagens,
nutrir-te com minhas seivas,
apresento-te a sobremesa,
na bandeja de argila do meu dorso,
donde provarás do fruto mais raro,
dos recantos mais exóticos,
deliciando-se como os bárbaros.
E nesse banquete sensual,
musicado por sussurros arautos,
gemidos menestréis,
gritos sopranos,
urros tenores,
suspiros angelicais
e obscenidades profanas,
finalizamos com teu licor,
de efeitos satânicos,
de poderes libidinosos,
para então brindarmos,
exaustos,
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